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Vereadores de SP que aprovaram aumento do próprio salário têm R$ 46 mi em bens.

Os 30 vereadores que votaram a favor do aumento de 26,3% de seus próprios salários têm juntos R$ 46 milhões em patrimônio pessoal --uma média de R$ 1,5 milhão para cada.

Considerando todos os parlamentares que aprovaram o reajuste, a soma do investimento nas respectivas campanhas eleitorais, com base em dados do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), chega a R$ 11,5 milhões. Dos 30, porém, nove não obtiveram sucesso nas urnas e estão como suplentes.

Para os paulistanos, chegaria a R$ 2,1 milhões por ano o custo por vereador da capital, considerando o reajuste salarial, a verba de gabinete e outros benefícios --que ainda podem ser reajustados em 2017.

Milionários
Dos 30 que votaram a favor do aumento do próprio salário, 13 são milionários. Vereador desde 2004, o despachante e empresário Adilson Amadeu vai para o quarto mandato e é hoje o parlamentar mais rico do grupo. O segundo mais abastado é Wadih Mutran (PDT), com R$ 4,7 milhões, e o terceiro é Gilson Barreto (PSDB), com R$ 3,1 milhões.

Somente o patrimônio declarado de Amadeu - R$ 8,5 milhões - supera a soma de recursos declarados de todos os 17 vereadores que não estão entre os milionários. Na lista de bens, o petebista tem seis apartamentos - um deles, localizado em Santana, é avaliado em R$ 2,8 milhões. Há ainda outros quatro imóveis na relação.

Amadeu diz que seu patrimônio “é muito pouco” e “deveria ser muito maior”. Segundo ele, a verba de gabinete é “gasta mesmo”, mas em ações para seus eleitores. “Tive funcionários na empresa que levaram meu patrimônio. Deveria ter muito mais. É muito pouco isso”, afirma.
 



     

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