Uma jovem de 17 anos sofreu estupro coletivo por quatro rapazes e um menor de idade em um apartamento no bairro de Copacabana, zona sul do Rio, no final de janeiro deste ano. Imagens de câmeras de segurança capturaram a chegada dos agressores ao imóvel, onde eles invadiram o quarto da vítima – que inicialmente estava com o menor em um suposto encontro consensual – e agrediram por aproximadamente uma hora, deixando lesões graves destruídas pelo Instituto Médico-Legal (IML).
Relatos Revelam Série de Abusos
A denúncia inicial desencadeou uma onda de relatos semelhantes, expondo um padrão de violência repetitiva praticada pelo grupo, com ligações ao Colégio Pedro II. Uma adolescente de 14 anos, vítima em 2023, falou sobre abusos análogos cometidos por parte dos mesmos suspeitos, que a ludibriaram e a intimidaram com ameaças de divulgação de supostas filmagens. Há ainda outra denúncia relacionada a agressões em um salão de festas, e as autoridades policiais apuraram fingir mais episódios.
Avanço nas Investigações
Três dos cinco envolvidos foram levados às autoridades e foram formalmente indiciados por estupro aprimorado, crime que prevê pena de 8 a 12 anos de prisão, podendo chegar a 20 anos em casos agravados. Dois foragidos permaneceram em liberdade: Bruno Felipe dos Santos Allegretti e Vitor Hugo Oliveira Simonin, ambos de 18 anos, enquanto o menor de idade será julgado pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). A direção do Colégio Pedro II instaurou procedimentos disciplinares contra os estudantes implicados na rede de violência. As investigações prosseguem para identificar outras vítimas possíveis e coautores.
