Vale comentar que Sandra Campos tem o apoio em seus projetos de todas as vereadoras da câmara municipal de Guarujá, além do apoio total de seu presidente Mário Lúcio .

Por: Sandra Campos
O Brasil voltou seus olhos, nos últimos dias, para um caso que vai além de uma tragédia isolada. A morte da soldado Gisele Santana trouxe à tona uma realidade dura, silenciosa e cotidiana: a dor invisível vivida por milhares de mulheres vítimas de violência emocional e doméstica.
Mensagens trocadas entre a policial e seu marido, divulgadas após o crime, revelam um cenário de sofrimento contínuo. Não se tratava apenas de um episódio de violência, mas de um processo lento e devastador, marcado por humilhações, desprezo e desvalorização. Um desgaste emocional que, dia após dia, foi corroendo a vítima — como acontece com tantas outras mulheres pelo país.
Gisele era uma jovem cheia de sonhos. Ao ingressar na Polícia Militar do Estado de São Paulo, carregava o desejo de proteger e servir à sociedade. Fardada, representava força, coragem e autoridade. Mas por trás da farda, havia uma mulher que enfrentava batalhas silenciosas.
A rotina de uma policial militar já é, por si só, exaustiva. Além das longas jornadas de trabalho, muitas ainda enfrentam a pressão de provar constantemente sua competência em um ambiente predominantemente masculino. Fora do serviço, acumulam responsabilidades como mães, cuidadoras e chefes de família. E, em muitos casos, carregam sozinhas dores profundas que não encontram espaço para serem compartilhadas.
A vergonha, o medo e o julgamento social ainda são barreiras que impedem muitas vítimas de denunciar relações abusivas. Dentro e fora de casa, essas mulheres silenciam seu sofrimento para proteger filhos, manter aparências ou simplesmente por não enxergarem uma saída.
O caso de Gisele escancara uma realidade frequentemente desacreditada. A violência psicológica ainda é minimizada por parte da sociedade, muitas vezes tratada como exagero ou “drama”. No entanto, especialistas alertam: esse tipo de agressão é uma das formas mais perigosas de violência, pois destrói a autoestima, a autonomia e a saúde mental da vítima.

Em muitos casos, a gravidade só ganha visibilidade quando há provas materiais — ou pior, quando o ciclo termina em feminicídio.
A morte da policial não deixa apenas uma família devastada, mas também uma filha que agora carrega a marca de ser mais uma órfã da violência de gênero. Um retrato doloroso de uma realidade que insiste em se repetir.
Diante disso, surge um questionamento urgente: até quando?
Apesar de avanços legais e maior debate público, o Brasil ainda convive com índices alarmantes de violência contra a mulher. A herança cultural de relações baseadas em controle e posse segue presente em comportamentos que naturalizam o sofrimento feminino.
Histórias como a de Gisele não começam no momento da morte. Elas são construídas ao longo de anos de silêncio, medo e dor.
Transformar essa realidade exige mais do que indignação momentânea. É necessário ampliar o acesso à informação, fortalecer redes de apoio e, principalmente, oferecer acolhimento às vítimas antes que seja tarde.
A dor também pode ser ponto de partida para a transformação. É o que mostra a história de Sandra Campos, que após perder o filho de 24 anos para o suicídio, decidiu transformar o sofrimento em propósito. Hoje, atua como ativista pela valorização da vida por meio do projeto “Não te julgo, te ajudo!”.
Sandra oferece, de forma voluntária, apoio emocional a pessoas em sofrimento, reforçando a importância da escuta e do acolhimento em momentos de vulnerabilidade.
O contato é o celular (11) 94813-7799.
Casos como o de Gisele precisam ser lembrados não apenas pela tragédia, mas pelo alerta que representam. A dor invisível existe — e mata todos os dias.
