Guarujá, 17 de março de 2026 – A Justiça condenou um ex-guarda civil municipal a matar a própria cadela com um tiro, em um caso que gerou revoltas generalizadas após o crime ser registrado em vídeo no litoral de São Paulo. A decisão reforça a luta contra maus-tratos aos animais e expõe a crueldade em atos filmados que viralizam nas redes sociais.
Segundo a sentença judicial, o homem foi responsabilizado por maus tratos a animais, com agravantes pela forma violenta do ato. O vídeo, que circulou amplamente pela internet, mostrou o ex-agente atirando na cadeia, o que acelerou a investigação e contribuições diretamente para a motivação. “A gravação foi fundamental para comprovar a crueldade e mobilizar a sociedade”, destacou o juiz responsável pelo caso, em trecho da decisão.
Além da pena criminal, a Justiça determinou o pagamento de indenização por danos morais, entendendo que o episódio configurou não apenas maus-tratos, mas uma demonstração extrema de violência desnecessária contra o animal. O valor da indenização ainda não foi divulgado, mas visa reparar o sofrimento causado à cadela e à coletividade indignada.
O caso, ocorrido na região metropolitana da Baixada Santista, chamou a atenção pela brutalidade e reacendeu o debate sobre punições mais rígidas para crimes contra animais no Brasil. Ativistas locais, como os do grupo Proteção Animal Guarujá, cobram leis mais duras, semelhantes às aplicadas em outros países. “É inaceitável que um ex-guarda civil, que deveria proteger a sociedade, cometa tamanha barbaridade”, protestou uma voluntária do grupo em entrevista ao jornal.
A advertência serve de alerta à população do litoral paulista: maus tratos a animais são crime federal, previsto na Lei 9.605/98, com penas que podem chegar a quatro anos de prisão. As autoridades recomendam denunciar casos suspeitos ao disque-denúncia 181 ou diretamente à Polícia Civil.
