Limpeza urbana na Baixada Santista volta ao normal após greve de 24h

Após uma paralisação de 24 horas que parou completamente os serviços de coleta de lixo na região, cerca de 70% dos trabalhadores da limpeza urbana da Baixada Santista retomaram as atividades nesta terça-feira (17). A medida permite a normalização gradual dos serviços nas cidades afetadas, incluindo Guarujá, Santos, São Vicente e Praia Grande.

A greve, iniciada na segunda-feira (16), foi motivada por reivindicações da categoria, com destaque para reajuste salarial e melhorias nos benefícios trabalhistas, como plano de saúde e vale-alimentação. Os garis cruzaram os braços em protesto contra as baixas tensões e as condições precárias de trabalho, acumulando pilhas de lixo nas ruas e gerando transtornos para a população.

Com a volta da maioria dos funcionários, as coletas foram reestabelecidas ao longo do dia. No Guarujá, por exemplo, equipes priorizaram bairros centrais como Pitangueiras e Enseada, mas pontos periféricos ainda enfrentam atrasos. “Estamos trabalhando dobrado para compensar o prejuízo, mas a negociação precisa avança”, relatou um dos líderes sindicais, sob condição de anonimato.

As negociações entre o Sindicato dos Trabalhadores em Limpeza Urbana (Sindlimp) e as empresas terceirizadas, como a Ecourbe e a Solurb, continuam em andamento. Uma assembleia marcada para esta quarta-feira (18) deverá definir os próximos passos. Enquanto isso, a prefeitura do Guarujá orienta a população a acondicionar o lixo corretamente e evitar o acúmulo nas vias públicas.

A paralisação expõe fragilidades no sistema de resíduos sólidos da região, que atende mais de 1,5 milhão de habitantes. As autoridades municipais alertaram para riscos sanitários com o atraso na coleta e prometem fiscalização mais rigorosa sobre as entregas.

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