Um sargento da Polícia Militar acusado de assassinar a própria esposa de maneira extremamente violenta dentro de uma clínica médica, em Santos, irá a júri popular. A decisão foi tomada pela Justiça após o entendimento de que há elementos suficientes que indicam a autoria e a materialidade do crime.
O caso aconteceu em maio de 2025 e chocou a população pela brutalidade. Segundo as investigações, a vítima foi atingida por disparos de arma de fogo e sofreu dezenas de golpes de faca — ao todo, 51 perfurações — não resistindo aos ferimentos.
Durante o ataque, a filha do casal também foi baleada. Ela chegou a ser socorrida e sobreviveu, tornando-se uma das principais testemunhas do caso.
O Ministério Público denunciou o policial por feminicídio, crime caracterizado quando a mulher é morta em razão de seu gênero. Com a decisão de pronúncia, o acusado será submetido a julgamento pelo Tribunal do Júri, formado por cidadãos, que serão responsáveis por decidir sobre sua culpa ou inocência.
Preso desde a época do crime, o sargento aguarda o julgamento. O caso teve grande repercussão e gerou comoção, especialmente pela violência empregada e pelo fato de ter ocorrido em um ambiente destinado ao atendimento médico.
