O ex-vereador de Guarujá Luciano Lopes da Silva, conhecido como “China”, continua foragido da Justiça cerca de um ano após ser condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por envolvimento nos atos golpistas ocorridos em 8 de janeiro de 2023, em Brasília.
De acordo com a decisão do STF, ele foi condenado a 14 anos de prisão em regime inicial fechado. Entre os crimes atribuídos ao ex-parlamentar estão abolição violenta do Estado Democrático de Direito, tentativa de golpe de Estado, associação criminosa armada, além de dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado.
As investigações apontam que “China” participou de manifestações em frente ao Quartel-General do Exército, na capital federal, e também esteve entre as pessoas que invadiram o prédio do Senado durante os ataques que resultaram em atos de vandalismo. Registros em imagens que mostram a presença dele nesses locais foram utilizados como provas no processo.
A condenação tornou-se definitiva em março de 2025, e o mandado de prisão foi expedido em junho do mesmo ano. Desde então, o ex-vereador não foi encontrado pelas autoridades e permanece na condição de foragido. O mandado de prisão contra ele tem validade até 2037.
Além da pena de prisão, Luciano Lopes da Silva também foi responsabilizado, junto com outros condenados, pelo pagamento de parte de uma indenização coletiva de R$ 30 milhões, destinada a reparar os danos provocados aos prédios públicos durante os ataques em Brasília.
Mesmo após a decisão definitiva da Justiça, o ex-vereador de Guarujá ainda não foi localizado pelas autoridades e segue sendo procurado.
